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PROGRESSOS DA AMÉLIE | ||
2008 | 64 | Início |
Fevereiro | 61,4 | -2,6kg |
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Março | 60,6 |
-0,8kg | Agosto | 62,2 |
+1,6kg!!! | >Setembro | 61,6 |
-0,6kg | >Novembro | 62,8 |
+1,2kg | >Dezembro | 63,4 |
+0,6kg | >2009 | 65,5 |
Reinício | >21/02 | 63,9 |
-1,6kg | >28/02 | 64,8 |
+0,9kg | >
06/03 | 65,00 | grávida!! | >
15/03 | 62,8 | -2,2 | >
20/03 | 63,8 | +1 | >
27/03 | ?? | ?? | >
03/04 | ?? | ?? | >
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Esta semana o chão desapareceu completamente debaixo dos meus pés... foram dois dias terríveis, tomados por perguntas sem respostas, revolta, culpa, tristeza, raiva... só coisa ruim! Mas acabei percebendo que é muito difícil uma pessoa sofrer o tempo todo, por muito tempo. Principalmente quando tem um mariduxo tão querido, e outras pessoas que amam, que cuidam e que se importam. Continuo sem muitas respostas, ainda bate certa revolta e sentimento de culpa de vez em quando, mas estou conseguindo administrar melhor, e sinto que começo a pisar no chão novamente. Logo depois da realidade crua bater na minha cara na segunda-feira, saí pra caminhar e fiquei uma hora e meia batendo perna, num ritmo forte, suando, tentando exalar o medo e as incertezas pelos meus poros. Mais tarde falei pro mariduxo: "Quando a gente se sente sem chão, é muito bom pisar no chão, literalmente..."
Bom, vamos aos fatos. Há duas semanas fui na minha gineco, numa consulta de rotina pra fazer o preventivo. Comentei com ela que há um mês vinha sentindo umas ondas de calor terríveis - que toda a vez que vinham eu fazia piada: "credo, acho que tô entrando na menopausa..." - até perguntei pra minha mãe como eram os tais calorões que ela sentiu no início da menopausa, e realmente pareciam... mas imagina! Eu tenho só 33 anos e nunca ouvi falar de um caso de menopausa precoce na família... Bom, a médica me pediu pra fazer um exame de dosagem hormonal pra verificar esses calorões e o atraso na minha menstruação (que até a consulta eu ainda tinha uma pequena esperança de ser uma bela surpresa...). Peguei o resultado na segunda-feira... aquele dia ruim sobre o qual falei ali em cima... e o dia foi ruim porque descobri que minhas taxas hormonais estão batendo com as equivalentes à menopausa! Meu Deus!!!! Mas eu mal processei que sou uma trintona, adoro usar saia e lacinho no cabelo, tenho mil planos pra vida inteira, me sinto tão menina em tantos momentos, ainda não plantei nenhuma árvore, não escrevi nenhum livro e... não tive filhos...
Sei que tô parecendo super trágica, como se tivesse recebido uma sentença de morte, mas foi exatamente como me senti quando vi aquele resultado. Fui pesquisar o tema Menopausa Precoce e li coisas como "envelhecimento precoce", "falência do sistema reprodutivo", "atrofiamento dos ovários e útero"... como assim?!?! Não tô preparada pra isso! Eu nunca ganhei sorteio nenhum, nem rifa, e li que apenas 3% das mulheres no Brasil são diagnosticadas com Menopausa Precoce... então porque eu?!?!?!?! Todos esses pensamentos, e muuuuuuitos outros me assolaram na segunda, terça... e mariduxo ali, firme, carinhoso porém pragmático, tentando me animar, questionando o resultado, me motivando a não apenas imaginar coisas mas tentar saber de fatos concretos... Minha médica foi sincera ao afirmar que o resultado aponta sim uma menopausa precoce, mas não é conclusivo e reforçou a indicação de que eu consulte um especialista em reprodução humana, já que estou querendo engravidar - ela já havia me indicado um há um ano atrás, mas nós resolvemos dar um tempo antes de partir para tratamentos mais intensos. Marquei consulta com o homem, mas só pra daqui a um mês! Agenda lotada. E o que eu faço com essa agonia até lá?!?! Então resolvi marcar com outro médico ginecologista pra conversar, tirar dúvidas, saber mais. Eu gosto da minha médica, mas acho que já sei o que ela vai me dizer se eu for lá só pra conversar... e acho que é sempre bom ter uma segunda opinião. Na próxima semana mariduxo e eu vamos conversar com o novo médico, perguntar tudo e mais um pouco e vou pedir pra refazer o exame, em dois laboratórios diferentes e também fazer uma ultrasonografia pra ver a situação dos meus ovários e útero, assim quando eu for ao especialista já terei adiantado um pouco as coisas, acho eu.
Bom, depois dessas atitudes tomadas, enquanto a gente espera, mariduxo e eu já tivemos algumas conversas sobre o tema, e mais do que tudo eu me sinto cada vez mais apaixonada pela pessoa que Deus decidiu colocar ao meu lado há onze anos atrás. Sim, nós queremos muito ter filhos, e esse é um desejo muito partilhado entre a gente, mas ao mesmo tempo, sabe quando há um sentimento de completude? Não sentimos que falta alguma coisa sem um baby, só achamos que pode ser melhor ainda se houver um, ou dois, babies. Por isso andamos trocando idéias sobre até onde vamos pra aumentar a família: tratamentos de fertilidade? Fertilização in vitro? E se eu realmente não produzir mais óvulos, faremos uma FIV com óvulos doados? Adoção? Já houve época em que eu bradava aos quatro ventos que jamais faria tratamentos para engravidar, ou a coisa fluiria naturalmente ou eu entenderia que não era pra ser. Hoje, já penso diferente. Mas ainda sou (e somos, mariduxo e eu) um tanto resistentes aos tratamentos mais invasivos e caros, acho que nem tanto pelo custo, mas pela questão do limite mesmo, já ouvi casos de casais que venderam carro, apartamento, pra pagar quatro, cinco Fertilizações in vitro... acho loucura, e, por enquanto, acho que eu não iria tão longe... mas vai saber, né?
A imaginação do ser humano vai longe, principalmente quando há uma deixa desta magnitude, então eu já pensei em bilhões de coisas: será que se eu não tivesse esperado tanto pra engravidar, seria diferente? Quais são as chances de eu ter um bebê com problemas se insistir numa gravidez que, aparentemente, não é pra acontecer? Se eu fizer uma FIV com doação de óvulos, como será minha relação com um bebê que não terá "nada" de mim (em termos de DNA)?... essas são apenas algumas das questões, e quando penso nelas me sinto como uma pipa ao vento, que vai longe, longe, mas tem alguém lá com o pé na terra (no caso mariduxo) que puxa de volta e me diz: "Calma, não precisa ir tão longe ainda, deixa pra pensar nisso quando e se tiver que pensar." Amo esse homem! Ele me ajudou a refletir sobre o tempo: Quando eu tinha uns 24 anos minha médica pediu um exame de dosagem hormonal e comentou que se eu quisesse engravidar naquele momento eu teria que fazer um tratamento, perguntei a ela se era necessário mesmo que eu não quisesse engravidar já, ela disse que não, porque podia ser uma situação temporária. Relaxei. Depois daquilo fiz outros dois exames em ocasiões diferentes e deram normais. Continuei relaxada. Eu não tinha motivos pra adiantar as coisas.
Mariduxo também me fez pensar sobre o diagnóstico. Que na verdade nem existe ainda. Talvez eu já esteja projetando dilemas futuros sem a mínima necessidade. Quando eu vi o resultado do exame eu já mentalizei que tenho Menopausa Precoce e pronto. Mariduxo me fez várias perguntas que me aguçaram a curiosidade e me fizeram ir atrás. Acabei encontrando um fórum de discussão na internet sobre este tema, e vi que existem muuuuuitos casos que são diagnosticados, ou onde há suspeita, de M.P. e com tratamentos hormonais a situação é revertida. Li relatos de mulheres que engravidaram, outros de resultados errados, sobre tratamentos, etc. Ou seja, na verdade eu ainda não sei de nada! Preciso investigar mais antes de sofrer demais, he he...
E agora a situação é essa. Quando tiver novidades eu volto.